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OFICINAS DE MARACATU DE BAQUE VIRADO

OFICINAS DE MARACATU DE BAQUE VIRADO
PARTICIPE DAS NOSSAS OFICINAS, VENHA VIVENCIAR UMA DAS MAIS TRADICIONAIS EXPRESSÕES DA CULTURA AFROBRASILEIRA QUE É O MARACATU.

DANÇAS TRADICIONAIS


CABOCLINHOS

Dança indígena que passou a ser designada por este nome, após a apresentação que os índios faziam de seus bailados primitivos aos brancos .
O Toré de índio: O Toré de índio, é uma dança ritual com vários motivos e finalidades: para agradecer, saudar e reverenciar as divindades da crença de sua cultura.
Também são encontrados dentro desta dança, os ritmos :
Perré - Baião - Guerra.
Hoje, vários grupos de índios e seus descendentes, na época do Carnaval, percorrem as ruas das cidades do Nordeste tocando flautas e pífanos, batendo flechas em seus arcos, dando saltos, simulando rituais, ataques, defesas, festividades e também simulando a guerra.
Tudo isso através da música e da dança em um maravilhoso espetáculo.


COCO DE RODA

Surgiu na fronteira de Alagoas com Pernambuco, criado espontaneamente pelos negros de Palmares.
Fala a tradição, que os negros, à procura de cocos, sentavam-se ao chão e, para quebrar a dura casca do fruto, colocava-o sobre uma pedra e batiam nele com outra até que o coco rachasse.
Como eram muitos ao mesmo tempo, o rumor forte das pedras batendo nos cocos e as conversas sempre animadas do grupo provocavam uma barulheira enorme.
Em meio à zoeira que se formava, sempre aparecia quem se levantasse e começasse a dançar, num vibrante sapateado, ao qual todos, alegremente, procuravam unir as batidas ritmadas nos cocos a alegres cantorias, transformando tudo numa animada festa.
Tão boa era a brincadeira que, quando se decidiam ir a busca do fruto, os negros diziam, maliciosamente, "vamos ao coco..."
Levados para as casas , o ritmo, antes marcado pelas pedras, foi substituído por palmas de mãos de tal maneira, que o ruído se assemelhava justamente a quebra da casca do coco.
Após o seu nascimento,espalhou-se por todo o Nordeste, recebendo nomes e coreografias diversas em cada região, tendo o seu desenvolvimento e aparição nos engenhos, espalhando - se pelo litoral, penetrando em seguida nos salões refinados e depois, se retraindo e voltando de novo para o povo.



CIRANDA

Dança de origem Portuguesa, que traz passos tradicionais ao lado de possibilidades infinitas de improvisações.
Antigamente, só se dançava ciranda dando o braço. Hoje, dão-se as mãos e entrelaçam-se os dedos.
"É uma dança de roda, de crianças, jovens e adultos no folclore pernambucano".
As pessoas, sem mais nem menos, vão se chegando, se agrupando à dança, abrindo espaços entre os que já estão dançando, e fechando novamente os espaços aberto com suas presenças. Neste jogo de vai e vem, nenhum caso de rejeição por idade, cor, sexo, condição social ou econômica, é relevante.
O número de participantes de uma ciranda é ilimitado; se sai e se entra na roda tantas vezes desejar.


FREVO

Música e dança carnavalesca, originária do povo recifense.
Surgiu nas ruas do Recife nos fins do século XIX e começo do século XX.
A palavra FREVO!:
A palavra frevo tem como origem o termo ferver , que designa : "Efervescência , agitação , confusão , rebuliço , apertão nas reuniões de grande massa popular".
Seu vai-e-vem em direções opostas é caracteristica da época do Carnaval .
Na época de seu surgimento, os músicos pensaram em dar ao povo que estava de pé no chão, mais animação , e a gente que estava a dançar , queria música barulhenta e animada que desse espaço para extravasar muita alegria dentro daquele improviso todo.
Com o decorrer do tempo a música ganhou características próprias acompanhada por um bailado inconfundível de passos soltos , acrobáticos e de coreografia individual.
Devido a sua origem popular, o frevo sofreu várias influências ao longo do tempo , produzindo assim, variedades em sua forma.
A década de trinta serve de base para a divisão do frevo em:
Frevo-de-Rua , Frevo-Canção , Frevo-de-Bloco.


SAMBA DE RODA

O samba surgiu através da derivação dos ritmos africanos, como "lundu e jongo".
No ínicio o samba não aparece em seu histórico como uma música, mas sim como uma dança popular. Vem da expressão "semba", do dialeto africano "quimbundo", que quer dizer umbigada, expressão da qual serve para descrever uma dança de roda em que os participantes chegam a se tocar pela barriga.
Hoje conhecemos muitas variações do samba ; o samba do morro, de partido alto, samba-batucada, samba-rancho, samba-choro, samba-canção, samba-exaltação e o samba de roda ,entre tantos outros.
O samba de roda :
É caracterizado pela forma espontânea de seus componentes cantarem as melodias, enquanto os demais batem palmas e respondem o coro, ao ritmo dos pandeiros, berimbaus, atabaques e violas.
Hoje o Samba de Roda em algumas regiões do Nordeste, representa a forma mais tradicional das tantas variações do Samba.


AFOXÉ

AFOXÉ é uma palavra de origem Yorúbá. O primeiro afoxé a desfilar nas rua foi o "Pândegos da Folia", em Salvador / Bahia no ano de 1895. Apenas sete anos após a abolição da escravatura.
No dia em que era permitido, dentro das festividades do Carnaval, os grupos de negros faziam blocos e buscavam integrar a sua cultura, semi-religiosa, manisfestando-se em uma tentativa de reconstituir as suas memórias, lembranças e costumes que viviam cotidianamente na África.
Apoiados na tradição religiosa da África negra, em sua vertente ocidental, exibiam danças, ritmos e os cantos da liturgia Yorúbá, tudo isso, ao mesmo tempo inserido no contexto delirante e eufórico do Carnaval.
Os afoxés tornaram-se entidades que se moviam livremente, e aproximavam ( por caminhos simultaneamente iniciáticos e mundanos ), os dois universos dialeticamente complementares da vida humana: o sagrado e o profano.
O cantor e compositor Gilberto Gil, em um texto musicado por Chico Evangelista afirmou, que :
"Afoxé é candomblé de rua, Ijexá de folclore".

MARACATU

O Maracatu também faz parte do folclore pernambucano, e tem sua origem afro e brasileira.
A palavra Maracatu é um termo africano que significa dança ou batuque.
A dança , teve sua origem a partir do cortejo real, nascente da tradição da coroação do "Rei do Congo", situação em que para melhor ordenar e administrar os negros trazidos como escravos ao Brasil , os colonizadores portugueses incentivaram a coroação de reis e rainhas negros.
É citado que em tal época , a "instituição do Rei do Congo ou , coroação de reis e rainhas negros", seria acompanhada pelo auto dos "Congos".

Um complemento festivo que misturava teatro, música e dança. Com declínio e posterior desaparecimento da instituição do rei do Congo, devido a abolição da escravatura, levou a ser eliminada a teatralização desse festejo popular , restando ainda assim, o cortejo real dos negros, que derivou o Maracatu .
Com o passar dos anos este , através da música e da dança , passou a desfilar seus batuques e danças nos dias dos Santos Reis , nas festas de Nossa Senhora do Rosário e no Carnaval .
Seu registro mais antigo é em Olinda, 1711.

"Arte é Cultura
E Cultura só se aprende com o Povo!"
Jorge Amado

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