NOSSAS MÚSICAS

OFICINAS DE MARACATU DE BAQUE VIRADO

OFICINAS DE MARACATU DE BAQUE VIRADO
PARTICIPE DAS NOSSAS OFICINAS, VENHA VIVENCIAR UMA DAS MAIS TRADICIONAIS EXPRESSÕES DA CULTURA AFROBRASILEIRA QUE É O MARACATU.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Regras de Participação nos Grupos Culturais



O Instituto Cultural Raízes vem comunicar a todos(as) os(as) interessados(as) em participar dos Grupos Culturais: Maracatu Afrobatuque de Floresta, Afoxé Filhos de N'Zambi, Grupo Dandara e Grupo Cultural Sou da Terra, as regras de necessárias, a serem seguidas pelos(as) componentes:

LEIAM COM ATENÇÃO! 



1 - Agir com RESPEITO a todos os demais integrantes. Não serão toleradas intrigas, boatos ou difamações;

2 – Manter-se informado(a) quanto ao resgate e preservação das tradições culturais dos povos indígenas e afrobrasileiros;

3 – Estar ciente de que sua participação é voluntária, não cabendo remuneração por apresentações ou atividades realizadas, excetuando-se os casos em que houver apresentações e oficinas em que se estabeleçam cachê ou pagamento por parte do(a) contratante;

4 - Comparecer aos ensaios pontualmente e devidamente uniformizado(a) com a roupa específica de cada atividade. Em caso de impossibilidade de participação (por motivo de força maior) deve ser comunicado com antecedência à Coordenação;

5 - Durante as atividades é vedado ouvir aparelho de som, fazer ou receber ligações pelo telefone celular (exceto em casos de urgência), trazer objetos de valor que não façam parte da rotina dos ensaios e aulas;

6 – Ter comportamento social adequado, evitando exposições de sua imagem pessoal e principalmente da imagem do Instituto e dos Grupos em ambientes públicos e em redes sociais;

7 – É obrigatório frequentar a Escola (estando o participante em idade escolar). Ficando esclarecido que a não comprovação de frequência escolar acarretará na não priorização do(a) participante na escolha para a realização de apresentações e oficinas.

                           Floresta/PE, 17 de janeiro de 2017.


               Libânio Francisco da Paixão Neto
                                    Diretor Presidente

domingo, 15 de janeiro de 2017

Instituto Raízes - Comunicado


O INSTITUTO CULTURAL RAÍZES, vem COMUNICAR  a todos(as) os(as) parceiros(as), colaboradores(as) e integrantes dos grupos culturais, que tendo em vista a não disposição de recursos, estamos reduzindo algumas atividades em Floresta e adiando programações que teríamos em outros municípios, pelo menos até o mês de março de 2017.

Vinhamos mantendo nossas atividades (do ponto de vista financeiro) em Floresta e região, graças a parceria com o Instituto da Juventude, cachês de apresentações (que foram poucos) e alguns serviços que prestamos à exemplo do Programa Mais Cultura nas Escolas, na Emec de Belém do São Francisco. No presente momento não é possível (por enquanto) para o Instituto da Juventude manter às atividades que vinham em conjunto realizando conosco, bem como não temos nenhum contrato ou apresentação previstos.

Neste sentido, tivemos que fechar o Espaço Sócio-Cultural Elias de Flora, que funcionava à Rua Elias de Flora, 82, bem como, paralisamos às oficinas de artesanato e artes que vinhamos realizando com às crianças da Comunidade do Vulcão.

Quanto a Escolinha de Futsal do Vulcão, iremos reduzir as atividades mantendo duas turmas de Pré Mirim e Mirim Feminino, funcionando às terças e quintas-feiras das 18:00 às 20:00h na Quadra Poliesportiva do Bairro do Vulcão, cujas aulas retornarão a partir do dia 24 de janeiro de 2017.

As oficinas de percussão (Maracatu de Baque Virado) para novatos(as), por enquanto estão suspensas (pelo menos até o mês de março). Manteremos os ensaios dos nossos grupos culturais, os quais retornarão a partir do próximo dia 22 de janeiro de 2017.

As oficinas já marcadas de intercâmbio com o Grupo Zumbi de Mirandiba, o Maracatu Nação Salgueirense (Salgueiro) e a Cia. de Danças na Pisada do Sertão Terranovense (Terra Nova), estamos também adiando.

Estaremos nesse período entre segunda quinzena de janeiro e primeira quinzena de março de 2017, buscando construir novas parcerias, bem como elaborando projetos na busca de prestação de serviços.

Por outro lado, estaremos buscando formas de manter nossos projetos e atividades, especialmente em Floresta e região, onde o trabalho se consolidou e nos tornamos referência em cultura popular e em cultura afrobrasileira.

Desejamos contar com a compreensão de todos(as), ao mesmo tempo que renovamos nosso compromisso de manter toda a experiência e todo o trabalho sócio-cultural desenvolvido.

Consciência Negra em Mirandiba é reafirmada nas ruas


No dia 18 de Novembro de 2016, o Instituto Cultural Raízes participou como parceiro do evento de Celebração da Consciência Negra em Mirandiba/PE à convite do Grupo Zumbi de Dança Afro e Percussão, retomando uma parceria que se deu inicialmente de 2007 a 2012.

O evento além de marcar o Dia Nacional da Consciência Negra, foi também um ato de afirmação da negritude mirandibense, num grito contra o preconceito e a discriminação racial.


A programação teve início com a realização de um Cortejo de Cultura Popular, saindo da sede do Zumbi e seguindo pelas principais ruas da cidade, onde participaram o Maracatu Afrobatuque de Floresta, o Grupo Zumbi e o grupo local de Capoeira.
Nas cantigas e palavras de ordem, homenagens a Zumbi dos Palmares e contra  o preconceito.


As apresentações à noite, ocorreram no centro da cidade, onde destacou-se o Grupo Zumbi com as danças do Coco de Roda e Africana, além de uma linda apresentação de Afoxé, contando também com a participação do Maracatu Afrobatuque de Floresta que encantou a todos os presentes com as homenagens a Naná Vasconcelos e a Nação do Maracatu Porto Rico.

Se revezaram nas apresentações o grupo local de Capoeira, o Hip Hop e grupos dos programas sociais.

O Afoxé Filhos de N'Zambi abrilhantou o evento com uma apresentação junto com o Grupo Zumbi, com cantigas voltadas aos Orixás, como afirmação da cultura e religiosidade do povo afrobrasileiro.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Aniversariante do Dia - Andreina Kallylp


Nossos parabéns de hoje vai para ANDREINA KALLYLP ou simplesmente DÉ.

Completando 13 anos de idade, uma menina especial que vem se destacando na participação em nosso MARACATU AFROBATUQUE DE FLORESTA.

De poucas palavras, más sempre dedicada às atividades que participa.

Que nosso Deus lhe abençõe sempre e ilumine seus caminhos, e que continue sendo a pessoa simples e linda que é.

Muita Paz, Saúde e Felicidades, hoje e sempre!

Axé Neguinha! 

Instituto Raízes - um trabalho pioneiro e inovador

Libânio Neto, Fundador e Presidente do Instituto Raízes

Dando continuidade a entrevista com o nosso Fundador e Diretor Presidente, Libânio Neto, os temas abordados agora serão o caráter pioneiro e inovador do trabalho realizado pelo Instituto, os desafios e as conquistas.



Pioneirismo e Inovação

Porque caracterizar essa atuação do Instituto como algo pioneiro e inovador?
Libânio Neto: Temos dito em várias oportunidades que o trabalho que fazemos é pioneiro pelo fato de que fomos nós a iniciar uma experiência permanente, cotidiana e concreta, coisas que antes não havia em Floresta e região. Somos referência em Cultura Popular e sobretudo em Cultura Afrobrasileira. Não tem outro trabalho semelhante em toda a região do sertão de itaparica.
Dizemos também que é inovador pelo fato de que estamos trazendo a vivência de tradições culturais que estavam abandonadas ou desconhecidas por muita gente. 

Público participante

Quantas crianças e adolescentes participam atualmente dos projetos em Floresta?
Libânio Neto: Temos atendido de forma permanente (nas oficinas que realizamos) uma média de 50 crianças, adolescentes e jovens remanescentes quilombolas e indígenas que residem no bairro do vulcão, santa rosa, cohab e caetano. Em novembro de 2016, chegamos a reunir cerca de 80 crianças, adolescentes e jovens na celebração da Consciência Negra.

Ritmos trabalhados

Quais os ritmos que são trabalhados nas oficinas?
Libânio Neto: Trabalhamos (nas danças e também percussão) os ritmos que são de origem afro-brasileira e indígena, e os ritmos que celebram a mistura entre o negro e o índio, os quais são: capoeira, maculelê, afoxé, maracatu, coco de roda, samba de roda, mazurca, caboclinho, ciranda, xaxado e danças africanas. De todos os que tem maior ênfase são o Maracatu de Baque Virado, o Afoxé e o Coco de Roda.

Grupos Culturais mantidos pelo Instituto

Quais os grupos mantidos pelo Instituto Raízes?
Libânio Neto: Temos dois grupos percussivos com um bom tempo de caminhada. O Maracatu Afrobatuque que foi criado em 2011 e trabalha o ritmo do Maracatu de Baque Virado e o Filhos de N’Zambi, criado em 2012, que trabalha o ritmo do Afoxé. Além destes, estamos criando o Grupo Sou da Terra, que reúne os ritmos do Maracatu, Afoxé, Coco, entre outros. Temos também o Grupo Dandara (grupo de danças afroindígena), o qual foi o primeiro grupo criado pelo Instituto em Floresta, no ano de 2010.


Metodologia

Qual a metodologia adotada no trabalho?

Libânio Neto: Adotamos uma metodologia participativa, que estimula a capacidade e o potencial dos(as) integrantes, vinculando o aprendizado às raízes históricas afrobrasileira e indígena. Buscamos estabelecer, através do diálogo permanente, uma relação entre o aprendizado cultural e a formação para a cidadania, consistindo sobretudo, em regras de participação, obrigatoriedade de estar frequentando à escola (se está em idade escolar), formas adequadas de comportamento pessoal e social e em especial nas relações interpessoais entre a família e os demais participantes, na perspectiva de estimular a superação de limites e o desenvolvimento da personalidade.
Também trabalhamos a necessidade de se encarar as atividades com compromisso e responsabilidade, além do respeito necessário a simbologia e aos fundamentos de cada tradição cultural que vivenciamos.
Produzimos um espaço de convivência, de aceitação do(a) outro(a), eliminando qualquer forma de preconceito, despertando para a elevação da autoestima e para a busca de realizações positivas em suas vidas.

Dificuldades

Qual é a maior dificuldade enfrentada?
Libânio Neto: Quanto as dificuldades, podemos separar em duas. A primeira são as dificuldades internas no diálogo com os participantes, sobretudo pré adolescentes e adolescentes. Esses(as) chegam com todos os vícios sociais ou comportamentais vindos de relações interpessoais e familiares deterioradas, daí se produz um choque com a nova realidade: disciplina, não aceitação de preconceitos, obrigações, distribuição de tarefas e regras que são aplicadas, inclusive com suspensões e afastamentos. Somado a isso ainda tem o que de ruim a cultura de massa produz na cabeça das pessoas, tornando sempre mais difícil a compreensão da mensagem principal que buscamos transmitir.
A segunda dificuldade, é a falta de apoio estrutural de vários setores que formam a sociedade, em especial os poderes públicos e certos seguimentos mais abastados financeiramente, que não dispõe qualquer ajuda nesse sentido. Recebemos muitos elogios quanto ao trabalho, más ninguém se dispõe a ajudar.

Preconceito

Este trabalho já sofreu algum tipo de preconceito?
Libânio Neto: Já presenciamos várias reações preconceituosas, sobretudo em relação ao Afoxé e no Maracatu, quando cantamos para os Orixás. Neste sentido, nossa reação foi continuar tocando, cantando e dançando, porque o que fazemos é em nome de todos os nossos antepassados que sofreram com a escravidão, a perseguição, os maus tratos e toda uma imensa carga de preconceito e discriminação e, em honra ao nome e a história que eles construíram, não podemos nos abalar. Quando estamos nas ruas percebemos alguns olhares de reprovação. Já chegaram a me perguntar por que trazer o maracatu pra Floresta e busco explicar o que abordei anteriormente em relação ao significado histórico. Perguntam sobre o Afoxé, se somos do Candomblé, entre outras perguntas mais.
Procuramos mostrar que trabalhamos com o resgate e a preservação das origens e tradições do povo negro e do índio, então o Afoxé como o Toré (para os indígenas) são expressões de tradições culturais que tem seu perfil religioso sim. No entanto, não dizemos a nenhuma criança, adolescente ou jovem, nem tampouco a seus pais e mães, que religião deve seguir. O que não podemos é negar que a religiosidade esteja presente na cultura. O que queremos é que eles e elas (meninos e meninas) tenham consciência que quando tocam o maracatu ou o afoxé estão mantendo uma ligação profunda com seus ancestrais e antepassados e à força (o Axé) e a paz que são produzidos nos toques/baques e nas cantigas/loas são de exaltação às nossas raízes humanas e à nossa cultura. Isso boa parte já entende e o que mais importa é que estamos tocando, cantando e dançando pra resgatar valores humanos e sociais, bem como reatar os laços culturais muitas vezes rompidos.
Hoje em dia, muita gente que olhava atravessado, tem opinião diferente e até mesmo elogia, porque estamos levando uma formação de vida para diversas crianças, adolescentes e jovens. 


Resultados alcançados

Quais resultados positivos foram alcançados?
Libânio Neto: Em pouco mais de 6 anos de trabalho, registramos vários resultados positivos. Várias crianças e pré-adolescentes que entraram no projeto, mudaram de atitude diante da vida, desenvolveram sua auto-estima e o orgulho em ser da comunidade em que vive, de ser afrobrasileiro(a).
A comunidade do Vulcão mudou seu perfil, observamos hoje uma redução de vários índices anteriormente negativos, temos uma participação de uma maioria absoluta das crianças e pré-adolescentes, que nos motiva a seguir em frente.
Nosso trabalho é uma realidade concreta, não é "um projeto que pode dar certo", é um conjunto de ações que deram certo e mostraram que é possível transformar realidades, quando se une dedicação, vontade de fazer, responsabilidade e amor à capacidade de superação existente nas pessoas.
Não é só uma ocupação do tempo livre, é formação cidadã, é resgate da autoestima, é valorização humana. É uma oportunidade para construírem um presente e um futuro melhor. Por fim, o que podemos afirmar é que estamos promovendo a construção de perspectivas de vida diferentes, estamos promovendo verdadeiramente uma cultura de paz, através da música, da dança e de uma formação cidadã.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Instituto Raízes avalia atuação em Floresta e região

Libânio Neto, Fundador e Presidente do Instituto Raízes

Iniciando o ano de 2017, o Instituto Cultural Raízes realiza uma avaliação completa sobre a atuação nos últimos 7 anos em Floresta e região.

Nesse processo de avaliação, nosso site irá ouvir várias pessoas que se destacam nessa caminhada do Instituto Raízes, iniciando pelo nosso Fundador e Diretor Presidente, Libânio Neto. 

A entrevista está divida em duas partes. Na primeira, Libânio Neto fala do surgimento do Instituto, dos seus objetivos, de como se mantém a ONG e qual é o trabalho desenvolvido em Floresta e região.

O surgimento do Instituto Raízes

O que é o Instituto Cultural Raízes?
Libânio Neto: O Instituto Cultural Raízes é uma organização não-governamental, formada com caráter de associação civil de direito privado e sem fins lucrativos. Totalmente legalizada, com registro em cartório e funcionamento efetivo e permanente.

Como surgiu o Instituto Cultural Raízes?
Libânio Neto: O Instituto Cultural Raízes é o resultado de um trabalho que havíamos iniciado na zona da mata sul de Pernambuco e mais especialmente no município de Água Preta no período de 2001 a 2006. A partir de 2007, passamos a desenvolver várias experiências no sertão pernambucano, até chegar a Floresta e região de Itaparica.

Há quanto tempo o Instituto Cultural Raízes atua em Floresta?
Libânio Neto: Na verdade, atuamos em Floresta desde agosto de 2009. E já em 2010 instalamos a sede aqui no município, após avaliarmos o potencial multicultural existente na região.

Objetivos do Instituto Raízes

Quais são os objetivos do Instituto?
Libânio Neto: Nosso principal objetivo é promover o resgate e a valorização das tradições culturais afrobrasileiras e indígenas e, para tanto desenvolvemos uma série de atividades, ações e projetos, conforme estabelece os Estatutos Sociais da entidade.

O trabalho desenvolvido em Floresta

Qual é o trabalho desenvolvido pelo Instituto em Floresta?
Libânio Neto: Iniciamos com a realização de um levantamento cultural e depois a realização da 1ª Semana da Consciência Negra e um documentário realizado por ocasião do Festival Pernambuco Nação Cultural em novembro de 2009. A partir daí concentramos nossa atuação no resgate e preservação das tradições culturais do povo florestano, vinculado à cultura popular do sertão e do estado.
Atuamos também na assessoria em Floresta e em outros municípios para a realização de Conferências de Cultura, bem como na elaboração de projetos para grupos de jovens e entidades organizadas.
Posteriormente, iniciamos um trabalho para a organização das comunidades quilombolas, que acabou se expandindo e tomando grandes proporções.

Atividades mais destacadas

Neste período de quase 7 anos quais os trabalhos que mais se destacaram?
Libânio Neto: Em primeiro lugar o trabalho que realizamos junto às comunidades quilombolas que resultou na publicação de um livro, produção de documentário e na criação de diversos grupos culturais como a Banda de Pífano, Grupo de Dança da Mazurca, Grupo Flor do Pajeú composto de crianças quilombolas, entre outras ações que foram desenvolvidas visando o resgate dos elementos históricos e tradicionais e a organização formal das comunidades através da criação de associações.
Além disto, realizamos cinco Encontros de Tradições Culturais nas Comunidades Rurais de Floresta, onde destacamos o Forró Pé-de-Serra, a dança do São Gonçalo, a capoeira, maculelê, caboclinho, ciranda, coco de roda, afoxé e maracatu, que são tradições das culturas negra e indígena, além de expressões de nossa cultura popular.
Por fim investimentos na formação de grupos culturais compostos de crianças, adolescentes e jovens, onde neste período criamos cinco grupos culturais, dos quais dois permanecem atuantes até hoje, que são o Maracatu Afrobatuque e o Afoxé Filhos de N’Zambi.
É também marca de nosso trabalho a realização de oficinas permanentes de percussão, danças, artesanato, pintura em tela, violão, capoeira, entre outras, cujo público preferencial tem sido às crianças, adolescentes, jovens e remanescentes quilombolas e indígenas.
Destaca-se sobretudo nos últimos anos o trabalho realizado na Comunidade do Bairro do Vulcão em Floresta, onde foi possível promover uma completa inclusão social e formação para cidadania, que deu resultados positivos.

Onde mais atua o Instituto Raízes

O Instituto atua somente em Floresta?
Libânio Neto: Não. No nosso estatuto está estabelecido que podemos atuar em qualquer outro município de Pernambuco, muito embora nossa prioridade seja Floresta e região.
Em 2009, antes de iniciarmos o trabalho em Floresta já vínhamos realizando atividades nos municípios de Mirandiba e Belém do São Francisco e atualmente nossa atuação tem se feito presente em vários municípios da região e de outras microregiões do sertão pernambucano, seja com oficinas, palestras, seminários e fóruns, seja com apresentações culturais.
Já em 2014 realizamos (em parceria com a Escola Estadual Maria Emília Cantarelli) o Projeto Mais Cultura nas Escolas em Belém do São Francisco, o qual foi concluído satisfatoriamente no final de 2016.

A manutenção do Instituto Raízes

Como se mantém o Instituto do ponto de vista financeiro?
Libânio Neto: A nossa manutenção é proveniente de contratos para oficinas, projetos, cachês de apresentações culturais, prestações de serviços que temos realizado em Floresta e em vários outros municípios do sertão. Outras formas tem sido doações, parcerias (especialmente com o Instituto da Juventude) e, a venda de materiais de divulgação, tais como: camisas, cd’s, dvd’s e livros.

Como é a aplicação desses recursos?
Libânio Neto: Os recursos são aplicados integralmente nas atividades para os quais são destinados. Se é proveniente de um contrato para prestação de serviços ou de um Projeto, às despesas são de locomoção, combustível, pagamento de oficineiros, compra de material de apoio, produção de material didático e aquisição de instrumentos.
Já os recursos provenientes de parcerias, apresentações, doações e vendagem de material, são aplicados em ajudas de custo/gratificações para os componentes dos grupos principais, apoio sócio-educativo aos(as) participantes, manutenção dos instrumentos, aluguel da sede e manutenção da mesma e na estruturação da entidade.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Lei 10.639/03


Neste dia 09 de janeiro de 2017, completa-se 14 anos da criação da Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afrobrasileira, onde deve-se abordar o estudo da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação de nossa sociedade, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica, política e cultural, pertinentes à História do Brasil.

A lei também estabelece que o ensino é obrigatório em todas as escolas de ensino fundamental e médio, das redes pública e privada, cujo conteúdo deve ser trabalhado em todo o currículo escolar, especialmente, nas áreas de Educação Artística, Literatura e História Brasileira.

Outro fator de grande importância é que a Lei também estabelece o dia 20 de novembro, como DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, em homenagem a Zumbi dos Palmares, como símbolo maior dos negros em suas lutas por libertação da escravidão e por conquistas sociais.

Posteriormente, em 10 de março de 2008, foi promulgada a Lei 11.645, que amplia também para o ensino da cultura indígena, destacando à contribuição dos povos indígenas na formação de nossa sociedade.

Ambas leis, tem uma imensa importância no processo de resgate histórico das tradições dos povos afrobrasileiros e indígenas, e são ações afirmativas concretas no sentido de combater e eliminar o preconceito e a discriminação racial, existentes em nosso país.

Lamentavelmente, (à exemplo de outras leis brasileiras que beneficiariam os setores sociais marginalizados e excluídos) a maioria das escolas públicas e quase a totalidade das escolas particulares não cumprem a lei, seja pela falta de preparo de professores, seja por falta de conhecimento, ou ainda por total falta de interesse.

Se faz necessário ações concretas que envolvam os segmentos governamentais no sentido de fazer valer a lei e, principalmente dos seguimentos sociais e educacionais, de promoverem uma mobilização e somatório de esforços e conhecimentos, no sentido de colocar em prática nas escolas, de forma ampla e total o ensino da história e cultura afrobrasileira e indígena.