IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Instituto Raízes participou de Celebração da Consciência Negra na cidade de Jatobá


No dia 23 de novembro de 2018, o Instituto Cultural Raízes participou como entidade parceira, do evento de Celebração da Consciência Negra na cidade de Jatobá, no sertão pernambucano.

O evento foi idealizado pela Cia de Teatro Telma Rodrigues em parceria com vários artistas e coletivos culturais da região.

O tema escolhido foi Negritude - Resistência e Afirmação, com o objetivo de proporcionar a reflexão sobre o papel e o valor do negro(a) na formação da nossa sociedade.

O evento teve início com um Cortejo Cultural animado pelo Grupo Cultural Maracatu Afrobatuque e em seguida ocorreram diversas apresentações na praça Eduardo Campos.

Entre as apresentações da noite, destacaram-se o Maracatu, o teatro, a poesia, a música e a dança como forma de expressão da cultura afrobrasileira e indígena.


Um momento muito especial para o Instituto Cultural Raízes foi a participação do Maracatu Afrobatuque durante a apresentação do Cantor e Compositor Gean Ramos, com a música Festa, num encontro inesquecível.

Encerrando a noite cultural, um pouco de Afoxé e de Coco de Roda, fazendo a ligação com a ancestralidade e o clima de festa que caracteriza a construção entre negros e índios no processo de resistência humana e cultural.

Agradecimentos
O Instituto Cultural Raízes, expressa os mais sinceros agradecimentos a Cia de Teatro Telma Rodrigues, nas pessoas de Eva Wilma e Dayse Santos, a Antonio Pankararu, Jussara Araújo e todos(as) que nos receberam com carinho e atenção.
Agradecemos também ao cantor e compositor Gean Ramos por nos proporcionar um momento de encontro com seu talento e sua musicalidade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Maracatu Afrobatuque faz apresentação em Escola de Referência Quilombola


No dia 27 de novembro de 2018, o Instituto Cultural Raízes foi até a cidade de Custódia no Sertão de Pernambuco, com o Grupo Cultural Maracatu Afrobatuque para a realização de apresentação alusiva a Consciência Negra, na Escola Estadual Quilombola Vereadora Alzira Tenório do Amaral na Comunidade Quilombola de Buenos Aires, zona rural do município.

O convite partiu do Pároco de Custódia, Padre Roberto Luciano em conjunto com o Gestor da Escola Alysson Amaral.

A Escola é a primeira EREM Quilombola do Estado de Pernambuco e atende alunos(as) da comunidade local e circunvizinhas.

A apresentação de Maracatu de Baque Virado, ocorreu no Pátio da Escola e contou com uma animada presença dos(as) estudantes, dos(as) quais, vários interagiram e se mostraram interessados(as).

De acordo com as palavras de Padre Roberto e do Gestor Alysson Amaral, a repercussão foi muito positiva e se buscará formas para a realização de oficinas e vivências em parceria com o Instituto Cultural Raízes, no próximo ano de 2019.

Agradecimentos
O Instituto Cultural Raízes expressa seus mais sinceros agradecimentos ao Pároco de Custódia, Padre Roberto Luciano, pelo convite e pela oportunidade, bem como por toda a forma atenciosa com que nos recebeu e, pela valorização e reconhecimento do nosso trabalho.
Agradecemos também ao Gestor da Escola Alysson Amaral e toda sua equipe, pela recepção e acolhida, bem como aos(as) alunos(as).
Por fim, expressamos também nossos agradecimentos ao religioso Bethoven, que nos guiou até a Comunidade e à Escola e nos deu toda a atenção possível.

Roda de Diálogo sobre Consciência Negra


No dia 28 de novembro de 2018, o Diretor Presidente do Instituto Cultural Raízes, juntamente com o Diretor Executivo Marciano Lima, estiveram no Programa CCA I no bairro DNER para realizar uma bate-papo com as crianças e adolescentes, numa breve Roda de Diálogos sobre a Consciência Negra.

A maior parte dos(as) participantes, também integram as atividades do Projeto Arte e Vida que é realizado pelo Instituto Cultural Raízes em parceria com a Diocese de Floresta e a Paróquia de Floresta.

A conversa foi muito positiva, tanto na parte da manhã, quanto à tarde, onde foi refletido com eles(as) sobre a realidade deles(as) e da Comunidade, a necessária elevação da autoestima e valorização de suas raízes e do território, bem como a afirmação da negritude.

Palestra sobre Consciência Negra


No dia 29 de novembro de 2018, seguindo a programação da Jornada da Consciência Negra, o Instituto Cultural Raízes, realizou palestra na Escola Municipal Fortunata Ferraz da Rosa.

Atendendo ao convite da direção da Escola, o Diretor Executivo do Instituto Raízes, Marciano Lima que também é estudante de História, falou sobre a importância da Consciência Negra, seu significado e sua construção no nosso dia-a-dia, em especial para as Comunidades de Periferias.

Na oportunidade, Marciano Lima, também destacou alguns aspectos de sua própria experiência como jovem morador da Comunidade do Escondidinho/Vulcão e seus aprendizados no Instituto Cultural Raízes.

sábado, 1 de dezembro de 2018

NOTA DE AGRADECIMENTO


Venho em nome do Instituto Cultural Raízes, expressar os agradecimentos a todos e todas que se envolveram direta e indiretamente na realização da 10ª Celebração da Consciência Negra em Floresta-PE, no último dia 25 de novembro de 2018.

O sucesso dessa edição histórica de nosso evento que já é o maior da região em sua característica é fruto do empenho de nossos(as) componentes, da comunidade do Escondidinho/Vulcão e dos(as) nossos(as) parceiros(as).

Quero expressar em primeiro lugar os agradecimentos ao nosso Deus e aos nossos ancestrais, pela vida e pelo Axé. 

Agradecer a cada componente dos nossos grupos culturais e a direção do Instituto Cultural Raízes, dos mais pequenos(as) e novatos(as), aos mais antigos(as), por todo o compromisso e dedicação em participar de nossa jornada de viagens e apresentações e ainda encontrar energias para a realização de nosso maior momento.

Especialmente destaco as participações de Ciano Lima, Priscila Nascimento, Saminha Silva, Beatriz Nascimento, Igor Roam, Marcio Lima, Washington Luiz Alves, bem como, Jhuly Waleska, Rogerio Santtos Júnior, Skarlety Gomes, e a todos(as) os(as) demais que mais se envolveram e se empenharam na nossa Jornada do Mês da Consciência Negra.

Agradecemos as mães que mais uma vez deram importante apoio e suporte para a realização do evento Margarete Souza Silva, Wyris Santos, Camila Santtos, Marlí, Vanusia.

Agradecemos a Associação Quilombola Raízes Negros do Pajeú, pela parceria e participação ativa.

Agradecemos ao Grupo Zumbi de Dança Afro e Percussão, da cidade de Mirandiba, por mais uma vez estarem compartilhando este momento conosco, trazendo sua negritude, sua beleza e seu Axé. 

Agradecemos a João Batista e a todos(as) que vieram da Aldeia Lagoa do Povo Pankará, na Serra do Arapuá, pela belíssima apresentação que muito enriqueceu nosso evento bem como a Eunice representando a AMAP - Associação de Mulheres Artesãs Pankará. 

Agradecemos a Associação Quilombola Borda do Lago e o Grupo Cultural Negros de Betinho, do município de Petrolândia, nas pessoas de Neguinho Presidente da Associação, de João Joao Paulo Silva Silva, Otaviano Soares, Otavianosoares Kannario, Heloisa Soares e demais diretores e componentes, por sua participação que muito nos honrou.

Agradecemos a Cia de Danças na Pisada do Sertão Terranovense, da cidade de Terra Nova, na pessoa de Cicero Luiz, bem como a todos(as) componentes, que em mais um ano nos dá a satisfação de poder contar com sua presença entre nós.

Agradecemos a Pedro Euzébio e Trio Pajeú, por sempre estarem sendo parceiros nossos nas vivências culturais na Comunidade do Escondidinho/Vulcão.

Agradecemos a participação dos(as) alunos(as), pais/mães e demais responsáveis do Projeto Arte e Vida do Núcleo do DNER, pela participação junto conosco dessa experiência inesquecível.

Agradecemos a Escola Municipal Major João Novaes, na pessoa de sua gestora a Profª Corrita Souza, por mais uma vez disponibilizar o espaço da unidade escolar para que possamos realizar nossas atividades.

Agradecemos a Prefeitura Municipal de Floresta, nas pessoas do Prefeito Ricardo Ferraz, dos Secretários Geremias e Ana Cláudia, pelo apoio do som e da tocada de Pedro Euzébio e Trio Pajeú, e da disponibilização do transporte para o traslado do pessoal do DNER. 

Agradecemos aos patrocinadores e apoiadores financeiros: Coca Cola na pessoa de Audomark Ferraz, a Gráfica TDA, Papelaria Dom Augusto, Laclinf, Edmilson Vasconcelos do Banco do Nordeste e, aos Vereadores Beto Souza, Bia Numeriano e Chichico Ferraz.


Libânio Neto 
Diretor Presidente do Instituto Cultural Raízes

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

10ª Celebração da Consciência Negra em Floresta/PE é realizada em clima de Resistência


No último domingo dia 25 de novembro, realizou-se a 10ª Celebração da Consciência Negra na cidade de Floresta, no sertão pernambucano.

O evento foi realizado na Quadra Poliesportiva da Escola Municipal Major João Novaes e contou com uma excelente participação de populares, representantes dos grupos culturais  e diversos convidados(as).

A programação teve início com a apresentação da Cia de Danças na Pisada do Sertão Terranovense (da cidade de Terra Nova), seguida do Grupo Zumbi de Dança Afro e Percussão (de Mirandiba), do Projeto Arte e Vida do Bairro DNER (em Floresta), da Rapper Gil, do Grupo Cultural Negros de Betinho (da Associação Quilombola Borda do Lago (de Petrolândia), do Grupo Cultural da Aldeia Lagoa - Povo Pankará (da Serra do Arapuá em Carnaubeira da Penha), além do Grupo Cultural Afro Mulher e do Maracatu Afrobatuque.

O público presente pôde assistir e interagir com apresentações culturais de Danças Afro, Coco de Roda, Puxada de Rede, Samba de Roda, Capoeira, Samba Reggae, Maracatu e Afoxé. Encerrando com o autêntico Forró Pé de Serra de Pedro Euzébio e Trio Pajeú.

A Celebração da Consciência Negra em Floresta é uma realização do Instituto Cultural Raízes, que contou com a parceria da Associação Quilombola Raízes Negros do Pajeú e dos grupos culturais já mencionados. Neste ano, o evento contou com o apoio cultural da Prefeitura Municipal de Floresta, da Coca Cola e da TDA Gráfica, além de outros apoiadores.

Resistência Cultural

Na opinião do Diretor Presidente do Instituto Raízes, Libânio Neto "a 10ª Celebração da Consciência Negra consolidou-se como o maior evento de Cultura Afrobrasileira do sertão pernambucano e representa a resistência cultural do povo negro contra o racismo e o preconceito na região".

terça-feira, 20 de novembro de 2018

20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra



Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra

A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695. 

O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras. 

Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares. 

Alguns anos após a sua fundação, o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente ao padre Antônio Melo. 

O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo. 

Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares. 

Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Passou a se destacar entre seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje. 

Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco. 

Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição. 

“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade. 

A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. 

A implementação dessa lei, deve contribuir para o resgate das contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. 

Então, celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória a figura histórica de Zumbi. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos. 

Uma luta que se faz presente e cada vez mais necessária.