PROJETO TV RAÍZES DA CULTURA

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domingo, 21 de março de 2021

LUTE CONTRA O RACISMO



O Instituto Cultural Raízes em celebração a esse dia 21 de março DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL, lança a Campanha #LUTECONTRAORACISMO, como forma de expressar a resistência do povo negro contra um dos maiores crimes da história da humanidade, que é o racismo.

Juntamente com os povos indígenas, o povo negro tem sido historicamente vítima de preconceito e racismo e, quando se fala da cor da pele, a carga de racismo é ainda mais forte contra o povo negro.

O Brasil é o país com maior população negra, fora da África e, mesmo assim, por seu histórico social alicerçado no racismo, na escravidão e no preconceito, mata anualmente mais de 60 mil pessoas, resultado da violência social instalada, cujas principais vítimas são o povo pobre marginalizado e excluído, moradores de periferias e favelas.

Desses, a maior parte são jovens e mulheres, e também crianças, vítimas da violência praticada pelo crime organizado, pelo Estado e pela cultura do feminicídio. Absurdamente a maioria absoluta das vítimas são negros e indígenas.

A pandemia da Covid 19, tornou esse quadro ainda mais evidente e drástico.

Trata-se de um crime contra a humanidade, de extermínio de um povo por conta de sua condição social e da cor da pele.

Um agravante desse quadro é a crescente onda de intolerância, preconceito e racismo, expressados sobretudo nas redes sociais e em nosso cotidiano, inclusive em instituições "educacionais".

Se faz necessário promover uma constante e efetiva luta de resistência, que inclua diálogos, debates, reflexões históricas e ações afirmativas/mobilizadoras que se contraponham a essa onda desumana e absurda.

E é nesse sentido, que o Instituto Raízes resolve ampliar sua atuação (já reconhecida), com a realização dessa Campanha permanente.

Em Floresta e região, o Instituto Cultural Raízes, tem sido destaque e referência na luta contra o Preconceito e a Discriminação Racial.

Com uma atuação voltada para a valorização e preservação das tradições culturais afrobrasileiras e indígenas, o Instituto Raízes realiza um trabalho de fortalecimento dos vínculos sociais e culturais dos afrodescendentes e indígenas, contribuindo para a formação da identidade sócio-cultural.

A Campanha Permanente será realizada pelo Instituto Cultural Raízes através do Projeto CONSCIÊNCIA NEGRA e da TV RAÍZES DA CULTURA e tem um caráter ANTIRRACISTA.

Serão várias iniciativas que buscarão abordar o tema numa forma mobilizadora, formativa e conscientizadora acerca do tema e da necessidade de se enfrentar o racismo e o preconceito.

Para participar, as pessoas devem compartilhar ao máximo a nossa hashtag: #LUTECONTRAORACISMO, bem como podem gravar seu próprio vídeo demonstrando seu repúdio ao racismo e ao preconceito.

21 de Março - Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial


 
O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1966 e celebra-se em 21 de março em referência ao Massacre de Sharpeville.

Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação. Porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime de apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos.

Em memória a este massacre a Organização das Nações Unidas – ONU – instituiu 21 de março o dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial.

O Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial diz o seguinte:

"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública".

A História

No dia 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul, em torno de 20 mil pessoas protestavam pacificamente contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular, bem como contra a obrigatoriedade das crianças falarem a língua “Afrikander” nas escolas.

Era o auge do Apartheid, regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos brancos na África do Sul.

Neste período na África do Sul, as pessoas negras só podiam circular nos bairros que lhes eram permitidos segunda sua cor. Frequentar somente as escolas que lhe eram abertas. Além de só poderem ir nas igrejas, supermercados e banheiros segundo a cor que constasse nos seus “passaporte individuais de utilização dentro do país”.

A lei do passe, era algo parecido como a nossa carteira de trabalho no Brasil, que a polícia e justiça sempre pede aos negros que abordam.

Voltando ao 21 de março de 1960, os manifestantes chegando ao bairro de Shaperville, se depararam com tropas do exército. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou covardemente sobre a multidão desarmada, matando 69 pessoas (inclusive crianças) e ferindo outras 186. 

O MASSACRE DE SHARPEVILLE É A MEMÓRIA 
DO DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO 
DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Crianças assassinadas no massacre de Shaperville - África do Sul

MASSACRE DE SHAPERVILLE

O Racismo no Brasil

O racismo no Brasil é algo pertinente desde o período colonial, no qual os portugueses achavam que a cor da pele determinava características como: força e capacidade intelectual. 

Apesar da "abolição da escravidão" e a criação de leis que visam diminuir o racismo, essa prática criminosa ainda encontra-se presente na sociedade atual, sociedade essa estruturada com base na escravidão e do racismo. 

Por conseguinte, as pessoas negras sofrem diariamente as consequências de uma desumana discriminação que inclui piadas na internet, recebem salários inferiores aos brancos e são excluídas de vários grupos sociais, entre várias outras agressões. 

Esse processo de racismo e desigualdade social ficou ainda mais evidente, no momento em que explode a pandemia da Covid 19.

Periodicamente a mídia relata casos de pessoas negras que foram atingidas pelo racismo, em diversos seguimentos. Diante disso, percebe-se que grande parte da população ainda pensa que o fato de possuir uma maior quantidade de melanina na pele determina uma inferioridade, mesmo sendo provado por cientistas que a cor da pele não atribui ao indivíduo uma menor capacidade racional e física. 

Outrossim, alguns grupos, de direita, abertamente racistas, acham que deve existir uma supremacia branca, e eles usam como justificativa a questão da escravidão no país. Assim, observa-se que essa prática ilegal e desumana, continua causando um mal imenso em nossa sociedade.

Com a evolução tecnológica e a propagação das redes sociais, o número de piadas racistas aumentou drasticamente, fazendo com que o negro sofra cada vez mais com esses atos. 

Ademais, dentro das empresas há um grande preconceito com a população afrodescendente, que geralmente ocupa cargos inferiores e recebem menos que os brancos realizando o mesmo tipo de trabalho. 

Também é importante ressaltar que o racismo muitas vezes começa dentro das escolas, nas quais existem grupos de amigos que excluem uma determinada pessoa simplesmente por ela ser negra. Dessa maneira, fica claro que, se não houver um enfrentamento direto e permanente, os índices de racismos aumentarão.

Em suma, o racismo e o preconceito contra o negro(a) presente na sociedade brasileira, não pode ser encarado como normal e deve ser erradicado. Para que isso ocorra, é necessário que haja a luta dos movimentos sociais, pressionando os órgãos públicos, para de forma efetiva identificar e dar a real atenção aos casos de racismos, punindo os infratores e garantindo a segurança das pessoas. 

Além disso, é preciso que o ensino acerca da população africana seja colocado em prática, para que as pessoas aprendam desde pequenos que não há diferença entre um indivíduo da cor branca e negra. Também é imprescindível a participação da sociedade, que, por meio de mobilizações e manifestações, deve se conscientizar e mudar esse cenário.

No Brasil vivemos um apartheid e temos um Shaperville permanente

Temos vivido nas cidades brasileiras o aumento da segregação racial, provocada por um desenvolvimento urbano voltado para as elites. As populações pobres e negras têm sido empurradas para as periferias. Os serviços públicos para estas áreas tem se resumido a paliativas incursões e ocupações repressivas por forças policiais.

Os mesmos fuzis de Sharpeville tem sido os principais meios de conter a população jovem que não se comporta neste quadro. 

No Brasil temos escolas públicas e privadas. Se nas escolas privadas de excelência a segregação racial é evidente para qualquer observador, seria através da melhora do sistema de ensino público que os governos municipais, estaduais e federal do Brasil, poderiam dar um exemplo de transformação, para que nossas crianças saiam de um  sistema tácito de segregação racial e social que ocorre no Brasil, que define as possibilidades ou impossibilidades futuras de empregos e convivência multirracial para todas as nossas crianças brasileiras.
Caminhando pelas ruas das cidades do Brasil, no horário de entrada e saída das escolas, é escandaloso se ver, que nas escolas particulares mais privilegiadas só transitam crianças brancas. Já nas saídas das escolas públicas a maioria são crianças negras.
Temos as LEIS No 10.639 e 11.645. que não estão sendo aplicadas nem pelo ensino público tanto menos pelo ensino privado. 

A recusa de se aplicar o ensino dos sistemas de visões de mundo indígenas e africanas que formam o povo brasileiro, é uma das grandes barreiras a serem superadas para se melhor combater o racismo no Brasil.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Instituto Raízes lança plataforma Povos Indígenas nas redes sociais


O Instituto Cultural Raízes, lança neste dia 13 de fevereiro de 2021, o conjunto de plataformas denominadas de POVOS INDÍGENAS, nas redes sociais.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pelo Projeto TV RAÍZES DA CULTURA e também pelo Projeto KARIBANTU e, tem como finalidade proporcionar a divulgação das tradições e relatos históricos dos Povos Indígenas.

O conteúdo, trará em destaque aspectos históricos, culturais e humanos dos povos indígenas do Brasil e da América, dando ênfase especial as Etnias Indígenas do Nordeste e de Pernambuco.

O Blog e o Canal de Vídeos, também terá o papel de se constituir em fontes de pesquisa para os(as) interessados(as) em conhecer a fundo os Povos Indígenas.



Para conhecer e acompanhar nas redes sociais, é só acessar os links em destaque:

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Instituto Raízes dará início ao Projeto KARIBANTU


O Instituto Cultural Raízes, dará início no próximo dia 21 de fevereiro de 2021, a mais um projeto inovador e pioneiro.

Trata-se do Projeto KARIBANTU, que dialogará com as experiências históricas desenvolvidas pelo povos negros e indígenas de Pernambuco (em especial da região do sertão), suas histórias de resistência, desde os tempos em que teve início a chamada colonização e consequentemente a escravização dos povos originários e dos africanos.

A junção das tradições culturais e espirituais dos povos africanos para cá trazidos, de origem Bantu, com os povos originários (hoje chamados de indígenas) do tronco da Nação Kariri (também chamados de Tapuios ou Tapuias), deu origem a formação de uma sociedade baseada nos aspectos e valores ancestrais, ainda presentes nos dias de hoje, em que pese os ataques e violências sofridos, o racismo e preconceito de que são vítimas e a onda devastadora do modo de vida consumista e individualista, além da negação da importância das raízes culturais, que impera em nossa sociedade.

Objetivos Geral e Específicos

O Projeto KARIBANTU, tem como objetivo principal, concluir e publicar a pesquisa e vivência já desenvolvida ao longo dos últimos 11 anos, pelo Instituto Cultural Raízes, sobre o processo de resistência humana e cultural dos povos originários e negros no interior de Pernambuco.

Já em relação aos Objetivos Específicos, merece destaque os seguintes aspectos:

– Aprofundar as relações ancestrais desenvolvidas entre os povos, fortalecendo os laços existentes, na perspectiva de recompor formas organizativas e comunitárias, baseadas em valores éticos e humanos, contidos nas experiências históricas dos mesmos;

- Potencializar as ações desenvolvidas pelos originários/tradicionais (indígenas e quilombolas), quanto à valorização de suas tradições e saberes históricos, a partir da oralidade (forma tradicional de linguagem dos povos) e também da escrita e da documentação em audiovisual;

– Fortalecer as organizações sociais e comunitárias de ambos os povos, a partir do potencial histórico e atual, expressado nas artes, na cultura e nas tradições;

- Promover o intercâmbio e a troca de experiências entre os Povos, fortalecendo os laços de irmandade e união entre os mesmos;

- Contribuir para a consolidação do processo de autoafirmação dos povos.


Para conhecer melhor o Projeto KARIBANTU e acompanhar suas ações, lhes convidamos a acessar as redes sociais do Projeto.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Maracatu Afrobatuque completa 10 Anos de Fundação em 2021


O Grupo Afro Cultural MARACATU AFROBATUQUE - Raízes de Luanda, completa em 02 de setembro deste ano de 2021, 10 anos de sua fundação, na cidade de Floresta/PE.

O Grupo que teve início em 02 de setembro de 2011, quando realizou-se a primeira oficina de Maracatu de Baque Virado em Floresta, tem uma trajetória de resistência social, humana e cultural, se tornando o principal Grupo de Cultura Popular da região e o maior Grupo de Maracatu do sertão pernambucano, chegando em 2019 a contar com uma média de 92 (noventa e dois participantes), no cortejo realizado em celebração da Consciência Negra.

Por ocasião da pandemia de Covid-19, o Grupo paralisou as atividades presenciais, más se prepara para ainda neste mês de fevereiro, iniciar toda uma programação com vistas às comemorações dos 10 anos, que inclui a estruturação de vídeo aulas, bem como a realização de lives, com temas teóricos e práticos sobre o Maracatu.

Os(as) interessados em acompanhar o Maracatu Afrobatuque através das redes sociais, bem como contactar demonstrando interesse em participar dos cursos e oficinas, devem estar atentos(as) aos seguintes endereços de plataformas das redes sociais.


Clicando nos links abaixo, você já direto para as redes sociais do Maracatu Afrobatuque.

BLOG  

Instituto Raízes completará 20 Anos de História


No próximo dia 16 de fevereiro de 2021, o Instituto Cultural Raízes, estará completando 20 Anos de História, desde sua criação na mesma data do ano de 2001.

Tendo sido criado inicialmente como uma ONG de Assessoria Técnica para atuar nos Assentamentos de Água Preta, na Mata Sul do Estado de Pernambuco, os caminhos seguidos daí em diante proporcionaram um imenso aprendizado sobre as referências e tradições da cultura popular e em especial do povo negro e dos povos indígenas.

A partir de 2006 e de forma mais intensa, nos anos de 2007 a 2009 as ações foram priorizadas na região do sertão pernambucano, o que determinou a necessidade de instalar a sede no município de Floresta/PE.

Desde então, a atuação se deu de forma ainda mais ampla o que resultou no fato de que o Instituto Cultural Raízes é a principal organização não-governamental na região, a atuar como a Cultura Afrobrasileira e Popular.

Ainda nesse mês de fevereiro, realizar-se-a uma live muito especial, relembrando toda essa jornada histórica, ao longo de 20 anos.

Solicitamos a quem acompanha a trajetória do Instituto Cultural Raízes e sabe de sua importância, que grave um vídeo de no máximo 1 (um) minuto e nos envie no email: raizesdacultura@gmail.com ou ainda através do Zap (87) 9 9927.9125, que divulgaremos durante a live.

Convidamos também a acompanhar o Instituto Cultural Raízes, através de nossos canais e plataformas de comunicação nas Redes Sociais.


SITEhttp://www.institutoculturalraizes.org.br/ 
INSTAGRAMhttps://www.instagram.com/institutoraizescultural/
FACEBOOKhttps://www.facebook.com/InstitutoCulturalRaizes
YOUTUBE: INSTITUTO CULTURAL RAÍZES

domingo, 24 de janeiro de 2021

Ao Mestre e amigo com toda a honra e louvor

 

16 de outubro de 2001, Comunidade do Jardim I

Era um domingo, dia 16 de outubro de 2011, após um contato inicial, chegávamos à Comunidade do Jardim, na casa do saudoso Sr. Diocleciano e Dona Dudita (Maria Honorina de Jesus Lima), pais do amigo Zé Neto.

O Instituto Cultural Raízes estava dando início ao registro da Dança do São Gonçalo, a partir da Comunidade da Malhada Vermelha do Pajeú e foi assim que tomamos conhecimento da existência da tradição na Comunidade do Jardim I.

Fomos muito bem recebidos por Zé Neto e todos os seus familiares, que iam chegando da vizinhança para fazer o São Gonçalo.

Após o café, enquanto uma equipe de mulheres preparava o almoço, iniciou-se a sequência das Rodas de São Gonçalo. De início poucas pessoas começaram a dançar, daí a pouco, foi juntando mais e mais gente, constituindo uma sequência de imagens impressionantes de fé e de alegria.

Foram 12 rodas da promessa e mais uma roda extra para todas e todos, livre.

As mulheres, a partir de Dona Dudita, puxavam os cantos enquanto Zé Neto na sanfona, João (seu irmão na zabumba, além de Expedito (Maêta), também irmão de Zé Neto no triângulo e  no pandeiro José, davam a sonoridade característica da forma de tocar o São Gonçalo, própria de Zé Neto e João.

Zé Neto, tocando o São Gonçalo em Fevereiro de 2012

Já em 12 de fevereiro de 2012, nos encontrávamos novamente na Comunidade do Jardim I, para o 2º Encontro de Tradições Culturais das Comunidades Rurais de Floresta, promovido pelo Instituto Cultural Raízes.

Desta vez, com a presença dos(as) dançadores(as) de São Gonçalo da Malhada Vermelha entre outros grupos convidados, à exemplo do Grupo Dandara e da Comunidade Quilombola de Floresta.

Ainda em outro momento, no dia 11 de março de 2012, nos encontrávamos novamente para atividades do Projeto Juventude e Cultura, realizado pelo Instituto Cultural Raízes em parceria com o Instituto da Juventude, aonde após realizarmos oficinas de percussão e danças com os(as) jovens locais, concluímos as atividades do dia com a Dança do São Gonçalo.

Daí em diante, em vários momentos nos encontrávamos em Floresta e, Zé Neto sempre com a mesma alegria e a forma acolhedora com que me tratava, conversávamos sobre a possibilidade de voltarmos a fazer as visitas às Comunidades Rurais.

Havíamos combinado de nos acertarmos para o ano de 2020, más ai veio a pandemia e nos impediu e, agora nesse último dia 16 de janeiro de 2021 vem a triste notícia de sua partida repentina, que nos entristece a todos(as).

Por certo, em outro mundo, o espiritual, Zé Neto chegou, pegou uma sanfona e começou uma Roda de São Gonçalo, contando com a participação do seu velho pai, seu Diocleciano.

Aqui, ficaremos com a saudade sincera e a falta de sua presença física, animando às comunidades ao tocar o São Gonçalo.

Enquanto vida tivermos, não esqueceremos seu papel histórico e humano na preservação de uma tradição tão significa e importante para a vida de muitas comunidades.

Libânio FranciscoDiretor Presidente do Instituto Cultural Raízes

Acrescentamos aqui, mais duas fotos recordando momentos alegres de Zé Neto, em meio às atividades sempre fazíamos umas brincadeiras ou contávamos uma piada, tudo num clima de camaradagem e amizade.



Anexamos também o link do vídeo em homenagem a Zé Neto, editado pela TV Raízes da Cultura, onde ao final ele encerra a Roda de São Gonçalo se dirigindo a minha pessoa. 

A seguir, encontra-se também dois vídeos editados especialmente para este site, também em homenagem ao amigo e Mestre, Zé Neto.