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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

10ª Celebração da Consciência Negra em Floresta/PE é realizada em clima de Resistência


No último domingo dia 25 de novembro, realizou-se a 10ª Celebração da Consciência Negra na cidade de Floresta, no sertão pernambucano.

O evento foi realizado na Quadra Poliesportiva da Escola Municipal Major João Novaes e contou com uma excelente participação de populares, representantes dos grupos culturais  e diversos convidados(as).

A programação teve início com a apresentação da Cia de Danças na Pisada do Sertão Terranovense (da cidade de Terra Nova), seguida do Grupo Zumbi de Dança Afro e Percussão (de Mirandiba), do Projeto Arte e Vida do Bairro DNER (em Floresta), da Rapper Gil, do Grupo Cultural Negros de Betinho (da Associação Quilombola Borda do Lago (de Petrolândia), do Grupo Cultural da Aldeia Lagoa - Povo Pankará (da Serra do Arapuá em Carnaubeira da Penha), além do Grupo Cultural Afro Mulher e do Maracatu Afrobatuque.

O público presente pôde assistir e interagir com apresentações culturais de Danças Afro, Coco de Roda, Puxada de Rede, Samba de Roda, Capoeira, Samba Reggae, Maracatu e Afoxé. Encerrando com o autêntico Forró Pé de Serra de Pedro Euzébio e Trio Pajeú.

A Celebração da Consciência Negra em Floresta é uma realização do Instituto Cultural Raízes, que contou com a parceria da Associação Quilombola Raízes Negros do Pajeú e dos grupos culturais já mencionados. Neste ano, o evento contou com o apoio cultural da Prefeitura Municipal de Floresta, da Coca Cola e da TDA Gráfica, além de outros apoiadores.

Resistência Cultural

Na opinião do Diretor Presidente do Instituto Raízes, Libânio Neto "a 10ª Celebração da Consciência Negra consolidou-se como o maior evento de Cultura Afrobrasileira do sertão pernambucano e representa a resistência cultural do povo negro contra o racismo e o preconceito na região".

terça-feira, 20 de novembro de 2018

20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra



Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra

A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695. 

O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras. 

Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares. 

Alguns anos após a sua fundação, o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente ao padre Antônio Melo. 

O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo. 

Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares. 

Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Passou a se destacar entre seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje. 

Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco. 

Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição. 

“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade. 

A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. 

A implementação dessa lei, deve contribuir para o resgate das contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. 

Então, celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória a figura histórica de Zumbi. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos. 

Uma luta que se faz presente e cada vez mais necessária.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

10ª CELEBRAÇÃO DA CONSCIÊNCIA NEGRA


O Instituto Cultural Raízes inicia a partir da presente data a divulgação e mobilização para a realização da 10ª CELEBRAÇÃO DA CONSCIÊNCIA NEGRA EM FLORESTA/PE.

Trata-se do maior evento de Cultura Afrobrasileira da região, o qual é realizado pelo Instituto Cultural Raízes, desde o ano de 2009, sendo o ponto alto do DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA em Floresta/PE.


Neste ano, a celebração ocorrerá no domingo dia 25 de novembro (a partir das 7 da noite), devido a quantidade de compromissos assumidos pelo Instituto Raízes em outras cidades do sertão, onde estará participando de atos culturais alusivos ao Mês da Consciência Negra.



A programação está sendo construída pelo Instituto Raízes em articulação com grupos e entidades parceiras e em breve estará sendo divulgada a programação completa.



A Celebração deste ano fará homenagem à memória do Mestre Moa do Katendê, assassinado na madrugada do dia 8 de outubro de 2018 por um seguidor de Bolsonaro.



Significado do DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA


O Dia Nacional da Consciência Negra é uma data celebrada no Brasil no dia 20 de Novembro. Este dia está incluído na semana da Consciência Negra e tem como objetivo um reflexão sobre a presença dos negros na construção da sociedade brasileira.

O dia 20 de Novembro foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, data na qual morreu, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil, em 1695. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594. Um quilombo é uma região que tinha como função lutar contra as doutrinas escravistas e também de conservar elementos da cultura africana no Brasil.

Em 2003, no dia 9 de Janeiro, a lei 10.639 incluiu o Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar. A mesma lei torna obrigatória o ensino sobre diversas áreas da História e cultura Afro-Brasileira. São abordados temas como a luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira, o negro na sociedade nacional, inserção do negro no mercado de trabalho, discriminação, identificação de etnias etc.

sábado, 3 de novembro de 2018

Homenagem Especial a seu Manezim


O Instituto Cultural Raízes vem prestar homenagem especial em memória de Seu Manezim, falecido no último dia 30 de outubro de 2018 aos 104 anos de idade.

Ao mesmo tempo expressamos nossos mais sinceros sentimentos a todos os familiares e amigos, bem como a toda a Comunidade do Escondidinho em Floresta/PE.

A História  

Manoel Joaquim do Nascimento nasceu no dia 29 de Dezembro de 1913 na Fazenda Misericórdia, município de Floresta/PE.

Filho de agricultores cultivou desde de cedo a responsabilidade de enfrentar diversas secas e cheias do Rio Pajeú. 

Teve oportunidade de conhecer o temido Lampião, que segundo ele, "era um Bom Homem". 

Trabalhou boa parte da sua vida como agricultor e também tirava um tempinho para trabalhar como carroceiro. Junto com seus irmãos e diversos trabalhadores da região ajudaram a erguer a igreja do Bairro escondidinho, Nossa Senhora de Sant'Ana. 

Segundo ele nas suas aventuras pelo mundo, teve uma filha Biológica que por motivos desconhecidos não ajudou na sua criação e até hoje não sabemos o paradeiro de Maria. 

"Manezin" ajudou sua irmã na criação de suas sobrinhas, que pra ele eram como filhas, educou e se esforçou para dar mais dignidade as suas filhas de criação. 

É impossível falar do escondidinho sem lembrar de Manezin, sentava todos os dias na calçada, contava suas histórias, dava conselhos, fazia a meninada sorrir e esse foi o grande legado dele, a sua felicidade.

* Por Marciano Lima