TV RAÍZES DA CULTURA

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CONHEÇA O PROJETO DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA DO INSTITUTO CULTURAL RAÍZES

PONTO DE CULTURA - TAMBORES DA RESISTÊNCIA

PONTO DE CULTURA - TAMBORES DA RESISTÊNCIA
CONHEÇA A HISTÓRIA E AS AÇÕES DO PONTO DE CULTURA EM FLORESTA/PE

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Biografia de Naná Vasconcelos


Naná Vasconcelos (1944-2016) foi um músico brasileiro, eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana de jazz DownBeat.

Nana Vasconcelos (1944-2016), nome artístico de Juvenal de Holanda Vasconcelos, nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no dia 2 de agosto de 1944. Com onze anos ganhou seu primeiro instrumento musical – um bangô, presente do pai, que também era músico. Com 12 anos já tocava em festas na capital pernambucana.

Em 1967, Naná Vasconcelos deixou o Recife e foi morar no Rio de Janeiro, onde conheceu Milton Nascimento e logo depois foi na companhia dele à Argentina. Com Milton gravou dois discos. Com o cantor e compositor Geraldo Azevedo viajou para São Paulo para participar do Quarteto Livre, que acompanhou Geraldo Vandré no famoso Festival da Canção. Participou do festival Brasil Tocando Rio, na capital fluminense.

Na década de 70, começou sua carreira internacional. Primeiro ingressou na banda do saxofonista argentino Gabo Barbieri, depois atuou em projetos ao lado de Egberto Gismonti, do trompetista Don Cherry (no grupo Codona), com o qual lançou três discos, e do guitarrista Pat Metheny. Gravou com o violonista francês Jean-Luc Ponty e com a banda Talking Heads, liderada por David Byrne, um dos grupos precursores do movimento new wave.

Foram 10 anos morando no exterior se apresentando em diversos países. Transformou o berimbau em protagonista de suas performances, mas não se limitou a ele, nas mãos de Naná tudo virava música. Em Nova York e Paris deparou-se com o sucesso ao descobrir que tinha um algo diferente do que os americanos e europeus estavam acostumados a ouvir.

Apesar de 10 anos passados no exterior, o percussionista explicou que não perdeu a identidade e por isso se tornou famoso lá fora. A carreira foi reconhecida e todo período de primavera/verão, o percussionista retornava à Europa para realizar uma série de concertos nos festivais.

De volta ao Brasil, o músico voltou a estabelecer relações mais próximas com o cenário musical brasileiro a partir da direção artística do festival Panorama Percussivo Mundial “PercPan”, em Salvador, que trazia grandes percussionistas ao país. Por oito vezes foi eleito o melhor percussionista em votação na revista de jazz DownBeat.

Ao dirigir o PercPan, ficou impressionado ao ver tanta criança na rua. “Isso me fez querer fazer alguma coisa”. Criou então o projeto ABC das Artes e o ABC Musical, mas o primeiro durou pouco mais de dois anos, na cidade de Olinda, e o outro retomava quando surgia oportunidade.

Naná Vasconcelos foi mestre de cerimônias do carnaval do Recife durante 15 anos. Em 2015, diagnosticado com câncer no pulmão, submeteu-se a quimioterapia, mas não parou. Abriu os festejos do carnaval de 2016 e estava planejando uma turnê internacional com o amigo Gismonti. Na manhã do dia 9 de março, teve uma parada respiratória e não resistiu.

Naná Vasconcelos faleceu no Recife, Pernambuco, no dia 9 de março de 2016.

Por Dilva Frazão

Música de Luiz Gonzaga permanece mais viva do que nunca



Embora seja mais associado à cultura nordestina de forma geral do que, especificamente, às tradições afro-brasileiras, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, era um artista negro e sua música trazia essa influência. Nesta quarta-feira, 2 de agosto, completaram-se 28 anos de sua morte, enquanto a arte dele permanece mais viva do que nunca.

Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu no dia 13 de dezembro de 1912, em uma casa de barro, no povoado de Araripe, no município pernambucano de Exu. Era filho do casal Ana Batista de Jesus Gonzaga do Nascimento e de Januário José dos Santos do Nascimento.

Foi com o pai, sanfoneiro nas horas vagas, que Luiz Gonzaga aprendeu o instrumento que o consagraria. Anos mais tarde, o mentor musical do Rei do Baião recebeu homenagem na música Respeita Januário. Também com o pai, Gonzagão passou a tocar na adolescência, em bailes, forrós e feiras.

Antes da fama, Luiz Gonzaga serviu o Exército, do qual saiu em 1939, já morando no Rio de Janeiro. No início da carreira, incluía em seu repertório choros, sambas, música estrangeira e outros gêneros.

O sucesso veio em 1941, quando apresentou no programa de rádio de Ary Barroso a música Vira e Mexe, de sua autoria e com ares regionais. O sucesso rendeu um contrato com a gravadora RCA Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais.

Nos primeiros anos de sanfoneiro profissional, Luiz Gonzaga tocava de paletó e gravata. Contratado pela Rádio Nacional, conheceu na emissora o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que vestia trajes típicos do Rio Grande do Sul. Daí, surgiu a idéia de fazer shows vestido de vaqueiro, figurino que eternizou sua imagem.

Em 1947, Luiz Gonzaga lançou Asa Branca, seu maior sucesso, que fala do sofrimento do sertanejo, vítima da seca impiedosa. Compôs a canção em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira. No entanto, outras gravações suas entraram para a memória do imaginário popular brasileiro, como Xote das Meninas, Qui nem Jiló, Pagode Russo, A Vida do Viajante e Baião de Dois.

Dono do famoso título de Rei do Baião, O Velho Lua, como também o chamavam, divulgou este gênero por todo o Brasil. O folclorista Câmara Cascudo registra no estilo uma “inconsciente influência” do samba e das congas cubanas. Luiz Gonzaga ajudou a popularizar outros ritmos nordestinos, como o xote, o xaxado e o forró. Luiz Gonzaga, vale lembrar, é pai do cantor e compositor Gonzaguinha.

Nos últimos anos, Gonzagão sofreu de osteoporose, doença que atinge os ossos. Morreu no dia 2 de agosto de 1989, aos 76 anos, no Recife, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

Quase três décadas após sua partida, Luiz Gonzaga continua sendo um dos artistas brasileiros mais influentes. Na fonte de sua música, beberam nomes tão variados quanto Sivuca, Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Novos Baianos, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Marisa Monte, Tom Zé, Chico Science & Nação Zumbi, Zeca Baleiro, Fagner, Gal Costa, Maria Bethânia, Carlos Malta e tantos outros.


Fonte: texto retirado do site da Fundação Palmares.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Instituto Raízes lança Projeto de Audiovisual



O Instituto Cultural Raízes, acaba de lançar neste dia 2 de agosto de 2017, mais um projeto inovador e pioneiro na cidade de Floresta-PE.

Trata-se do Projeto de Audiovisual denominado de TV RAÍZES, que consiste na manutenção de um Canal no Youtube, dedicado à divulgação, valorização e registro da história, personagens, manifestações e tradições da cultura popular, com enfoque especial para a cultura afrobrasileira e indígena.

A TV RAÍZES, também trabalhará conteúdos voltados para o destaque das origens, tradições, artistas e personalidades da cultura popular do nordeste e especialmente pernambucana.

Objetivos

- Promover a divulgação de conteúdos históricos e atuais sobre a cultura popular brasileira e, especialmente nordestina e pernambucana, dando ênfase para as manifestações e tradições afro-brasileiras e indígenas;
- Desenvolver ações informativas e formativas, tendo como públicos principais, artistas, criadores, militantes e admiradores da cultura popular, com foco todo especial para os adolescentes e jovens;
- Valorizar as tradições, experiências, costumes e rituais presentes nas raízes e história da cultura afro-brasileira e indígena;
- Constituir-se em material de pesquisa e apoio permanente para públicos em formação pedagógica e histórica;
- Contribuir efetivamente para a implementação das Leis nº 10.639/03 e 11.645/08.

Ações da TV RAÍZES

A TV RAÍZES, desenvolverá as seguintes ações permanentes:
- Veiculação do Programa – Cultura em Foco, de caráter mensal, que trás como conteúdo os seguintes blocos:
* Notícias (contendo informações locais, regionais, nacionais e internacionais),
* Entrevistas (lideranças, artistas e personagens da cultura popular e demais seguimentos sociais relacionados à cultura),
* Ritmos (com destaque especial para os ritmos afro-brasileiros e indígenas),
* Mulheres Negras (destacando as mulheres negras que fizeram história e as que atualmente continuam lutando por igualdade e respeito),
* Nossa História (com ênfase especial para a história de nossas lutas de libertação),
* Nossos Heróis (espaço em que serão destacados os verdadeiros heróis da história de nosso povo, na luta por libertação e direitos).

- RAÍZES DOC, que serão documentários produzidos sobre temas ou personagens específicos.

- RAÍZES DEBATE, programas que serão constituídos de palestras, debates e/ou rodas de diálogos sobre temas atuais e históricos envolvendo a cultura popular e tradicional.

- ESPECIAL RAÍZES, entrevistas e registros sobre temas atuais e históricos voltados para a realidade brasileira e mundial, especialmente abordando a cultura, juventude, mulheres e movimentos sociais.

A TV RAÍZES nas redes sociais: 
Canal no Youtube: 
Link: https://www.youtube.com/channel/UCDjQ8_hkUwk8LBgTWxp-S7Q

Blog:
Link: https://tvraizesdacultura.blogspot.com.br/

Página no Facebook:
Link: https://www.facebook.com/CulturadeFloresta/

Grupo no Facebook:
Link: https://www.facebook.com/groups/tvraizes/

Equipe de Produção

A Equipe da TV RAÍZES, é formada especialmente por adolescentes e jovens, ligados ao Instituto Cultural Raízes, tendo a seguinte composição inicial:

- Filmagem: Washington Alves e Libânio Neto
- Reportagem: Saminha Silva e Ana Beatriz (Bia)
- Pesquisa: Márcio Lima, Marciano Lima, Saminha, Bia e Igor Roam
- Apresentação: Márcio Lima, Marciano Lima, Saminha, Priscila e Igor
- Redação e Textos: Libânio Neto e Marciano Lima
- Edição: Marciano Lima e Libânio Neto
- Apoio: Andreina, Bia e Igor
- Supervisão: Libânio Neto

1 de Agosto - DIA ESTADUAL DO MARACATU


O Maracatu é uma das mais antigas, e belas, tradições da cultura popular do Estado de Pernambuco, e tem oficialmente sua comemoração no dia 1.º de Agosto. A data dedicada ao folguedo homenageia também o nascimento do Mestre Luiz de França, do Maracatu Leão Coroado, eleito Patrimônio Vivo de Pernambuco pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco.

O Maracatu, ou Cambinda, é um cortejo, dança dramática, que reinterpreta o Império Português e as Reinages Francesas, instituições tradicionais da realeza europeia que coroavam anualmente seus Reis, convergindo às tradições Africanas. Derivada das nações do Rei do Congo, criada em meados do século XVII, tinha por finalidade executar a parte administrativa, e o Alto do Congo representava teatro, música e dança. Os escravos coroavam seus Reis e Rainhas de fronte à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, na Cidade do Recife.

Africanos trazidos para o Brasil reproduziam gestos da nobreza europeia para mostrar a sua força e seu poder, apesar da escravidão. Viajantes do século XVIII já narravam os desfiles destas cortes e as coroações de soberanos do Congo e de Angola no pátio da Igreja do Rosário dos Pretos, no Recife. A palavra maracatu era usada, até o século XIX, para designar qualquer ajuntamento de negros. Pouco a pouco passou a ser empregada para os cortejos de Reis Africanos.

A Lei Estadual n.º 11.506, datada de 22 de dezembro de 1997, instituiu em Pernambuco o dia 1.º de Agosto como Dia Estadual do Maracatu, revogando as disposições em contrário.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

31 de Julho - Dia da Mulher Africana


A data foi instituída no dia 31 de Julho de 1962, em Dar-Es-Salaam, Tanzânia, por 14 países e oito movimentos de libertação nacional, na Conferência das Mulheres Africanas.

Esse fato importante continua a ser lembrado, pois, no continente africano, o panorama da mulher continua trágico, apesar de pouco a pouco começarem a ascender a uma independência econômica e a cargos de decisão e de poder.

As mulheres africanas, em muitos países, encontram-se, muitas vezes, em situações de dependência psicológica dos seus maridos ou companheiros, devido a estereótipos ancestrais que só serão passíveis de serem debelados com o passar de mais algumas gerações.

Nas camadas mais desfavorecidas, as mulheres são duplamente sacrificadas, porque, para além das suas profissões, têm que prover, quase sempre sós, ao cuidado da casa e dos filhos, quando não enfrentam, acrescida, muitas vezes em silêncio, a violência doméstica.

Durante séculos, o papel da mulher africana incidiu sobretudo na sua função de mãe, esposa e dona de casa. Ao homem estava destinado um trabalho remunerado no exterior do núcleo familiar.

Com a descolonização da África, na segunda metade do século XX, muitas mulheres passaram a exercer actividade laboral, embora auferindo uma remuneração inferior a do homem. Reagindo contra essa discriminação, as mulheres desenvolveram diversas formas de luta.

Hoje, as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco.

terça-feira, 25 de julho de 2017

25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha


O dia 25 de julho marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.  

Origem
A data 25 de julho teve origem durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. Ao longo dos anos, a data vem se consolidando no calendário de luta do movimento negro e tem resgatado a luta e a resistência das mulheres negras, bem como cumprido o papel de denunciar as consequências da dupla opressão que sofrem, com o racismo e o machismo. Ainda no mês de julho, é comemorado, no dia 31, o Dia da Mulher Africana. 

No Brasil, a Lei nº 12.987/2014, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no dia 2 de junho de 2014, instituiu o 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Tereza de Benguela liderou o Quilombo de Quariterê (onde se tornou rainha) após a morte de seu companheiro, José Piolho. Conforme documentos da época, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, com aproximadamente 79 negros e 30 indígenas. O quilombo, localizado no Vale do Guaporé (MT), resistiu bravamente à escravidão por duas décadas, entre 1730 até o final do século XVIII. Tereza foi morta após ser capturada por soldados em 1770.

Tereza de Benguela
Homenageadas – Assim como Tereza, outras mulheres foram e são importantes para a nossa história. Com trabalhos impecáveis e perseverança, elas deixaram um legado, que cabe a nós reverenciarmos e visibilizarmos a emancipação das mulheres negras, como forma de homenagear; Antonieta de Barros, Aqualtune, Theodosina Rosário Ribeiro, Benedita da Silva, Jurema Batista, Leci Brandão, Chiquinha Gonzaga, Ruth de Souza, Elisa Lucinda, Conceição Evaristo, Maria Filipa, Maria Conceição Nazaré (Mãe Menininha de Gantois), Luiza Mahin, Lélia Gonzalez, Dandara, Carolina Maria de Jesus, Elza Soares, Mãe Stella de Oxóssi, entre tantas outras.

A Mulher Negra no Brasil

Apesar de corresponder a 53% dos brasileiros, a população negra ainda luta para eliminar desigualdades e discriminações. São cerca de 97 milhões de pessoas e, mesmo sendo a maioria, está sub-representada no Legislativo, Executivo, Judiciário, na mídia e em outras esferas. Em se tratando do gênero, o abismo é ainda maior. Apesar da baixa representatividade de Mulheres Negras na política e em cargos de Poder e de decisão, cada ascensão deve ser comemorada como reconhecimento.

A data traz ainda à tona a luta da mulher contra o feminicídio, as reformas que destroem os direitos do povo brasileiro, principalmente, das mulheres negras e por reparações à comunidade negra.

Se faz necessária portanto, a realização de uma profunda reflexão sobre a situação de um dos setores mais explorados e oprimidos da sociedade, que é a mulher negra Latino-Americana e Caribenha, e para os indicadores sociais, econômicos, políticos, que denunciam essa condição da mulher na sociedade brasileira.

Por sua vez a data possibilita também resgatar a história da mulher negra no Brasil, sua trajetória de luta e resistência, como se fez no período colonial, em que mulheres enfrentaram a escravidão, dirigindo insurreições, fazendo parte da direção dos quilombos, como é o caso da Tereza de Benguela, Dandara e muitas outras. 

Violência 

O Brasil é o 5º país que mais mata mulheres no mundo, perdendo somente para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia, com a triste marca de 13 mulheres vítimas de homicídio por dia, de acordo com dados de 2015 do Mapa da Violência elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) de 2015. De acordo com o Mapa da Violência de 2015, entre 2003 e 2013, aumentou em 54,2% o número de assassinatos de mulheres negras, enquanto, no mesmo período, houve diminuição de 9,8% para as mulheres brancas.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Luto, Por Joaquim


Na tarde do último dia 19.07.2017, recebemos a triste notícia da morte trágica do pequeno José Joaquim de Souza Júnior, carinhosamente chamado de "Dodô", vitimado numa "brincadeira" com arma de fogo (entre adolescentes) na cidade de Belém do São Francisco.

Joaquim, foi um dos alunos de Maracatu do Instituto Cultural Raízes, no Projeto Mais Cultura na Emec - Escola Estadual Maria Emília Cantarelli (de 2014 a 2016), onde também era aluno.

Sempre brincalhão e querendo tocar vários instrumentos, se destacou tocando Gonguê e depois Tarol.

Recebeu o carinho de toda nossa equipe, que o apelidou de "Cirilo", principalmente pelo fato de que era muito ativo.

Nossos mais sinceros sentimentos a sua Irmã Joselândia Maria, aos seus pais e todos os familiares, bem como aos seus colegas de escola.

Nesse momento triste de uma perda inesperada e irreparável, expressamos nossas orações para que o nosso Deus, dê a força necessária para a família suportar tamanha dor.

Também de forma oportuna, chamamos a atenção para o fato de que essa tragédia é mais um sinal dos momentos difíceis porque passa nossa sociedade, com o aprofundamento de uma "cultura da violência", que expõe nossas crianças, adolescentes e jovens (especialmente das periferias) ao risco permanente dos efeitos trágicos (como nesse caso) em que se faz uso de uma arma de fogo em "brincadeiras", quando poderiam estar aproveitando suas vidas com atividades de conteúdo educativo e formativo.

Se faz necessário intensificar ações concretas por parte dos Poderes Públicos, escolas e demais instituições que atuam com o público infanto-juvenil, no sentido de educar para prevenir e para o exercício da cidadania plena, construindo uma perspectiva diferente de vida e proporcionando a vivência de uma Cultura de Paz, para evitar que outros Joaquins sejam vitimados.

                                                                        Floresta/PE, 21 de julho de 2017.

                                                                      Diretoria do Instituto Cultural Raízes